Polícia

CAPITAL » Susto na praça Carrinho de pipoca é incendiado e chamas chegaram a atingir quatro metros de altura perto do coreto da Liberdade. Havia risco de explosão e área foi isolada

Junia Oliveira

Publicação: 12/06/2017 04:00

A manhã tranquila de passeio, esporte e lazer numa das praças mais famosas de Belo Horizonte quase se transformou em tragédia ontem de manhã. Um incêndio num carrinho de pipocas localizado próximo ao coreto parou a Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital. As chamas, que chegaram a quatro metros de altura, e o cheiro forte de gás, assustaram frequentadores e visitantes de um dos pontos mais movimentados e charmosos da capital mineira. Segundo o Corpo de Bombeiros, foi grande o risco de uma explosão com consequências graves. O local foi isolado por cerca de meia hora.

Eram 10h10 quando um corre-corre chamou a atenção de todos. As chamas imediatamente ganharam força e os bombeiros foram acionados. A dona do carrinho, que preferiu não se identificar, estava transtornada. Uma das filhas chorava copiosamente. “Busquei ontem (anteontem) esse carrinho. Estava novinho. Usei os R$ 2 mil de meu acerto do último emprego para comprá-lo. Estou vendo meu empreendimento todo em chamas”, disse, aos prantos.

Os bombeiros isolaram a área num raio de 10 metros e usaram duas mangueiras e 750 litros de água para debelar as chamas. Conforme com o tenente Sérgio Magalhães, a mangueira que liga o botijão de 13 quilos ao fogão encostou na parte lateral do carrinho, sobreaqueceu e derreteu. Ele explicou que não havia risco de o bujão explodir, mas sim, do gás butano. “O ar sai e explode do lado de fora”, afirmou.

INSTRUÇÃO

O ideal, destaca Sérgio Magalhães, é ter sempre por perto um extintor de incêndio para apenas fechar a válvula depois de extinguir a chama. Antes da chegada dos militares, um adolescente que estava num carrinho de pipoca nas proximidades se precipitou para fechar, mas foi impedido por populares. “Quando o fogo está no início, essa é a atitude correta”, diz. Mas, se passar certo tempo, a válvula perde a função dela.

O tenente Magalhães informou ainda que as chamas só não atingiram altura maior, porque o carrinho agiu como barreira natural.  “Não é possível prever o impacto que causaria aqui, mas o fogo se alastraria para os lados e poderia atingir as pessoas mais próximas.”

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