Polícia

PREJUíZO DO TRáFICO » Fora da festa Ação de investigadores termina com a apreensão de 560kg de maconha que seriam distribuídos durante o carnaval em BH e Santa Luzia

Andréa Silva

Publicação: 23/01/2015 04:00

Cerca de meia tonelada de maconha que seria vendida durante o carnaval na capital e em Santa Luzia, na Grande BH, foi apreendida pela Polícia Civil após prisão de Marco Aurélio Silva, de 42 anos, acusado de ser líder do tráfico e da autoria de um assassinato. Além de 560 quilos da droga, foram apreendidos em imóveis de Silva – conhecido como Tinin ou Seu Zé – um quilo de cocaína, armas, munições e documentos falsificados. Entre a documentação, uma carteira de trabalho registrada com o nome falso usado pelo suspeito, com o cargo de gerente de vendas e salário de R$ 1.500.

O delegado Delmes Rodrigues Feitten, da Delegacia de Homicídios Noroeste, informou ontem, durante a apresentação do acusado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que Marco Aurélio é um criminoso temido pelos moradores do aglomerado do Nova Cachoeirinha, líder do tráfico local e um dos maiores distribuidores de drogas da Região Nordeste da capital, que abastecia mais de um aglomerado.

Ainda segundo o delegado, investigações sobre a morte de Warley Roberto dos Santos, de 24, o Jajá, ocorrida em agosto de 2014, no Bairro Cachoeirinha, levaram ao nome de Marco Aurélio. O desafio da equipe foi levantar o local onde o criminoso estaria escondido. Durante os trabalhos, os policiais descobriram dois endereços do autor: um no Bairro Santa Mônica , Região da Pampulha, em BH, outro no Bairro Duquesa II, Santa Luzia.

Na madrugada de ontem, o suspeito foi preso próximo à entrada da casa, em BH. Ele estava com uma bolsa e dentro dela uma pistola 380, dois carregadores com munições e os documentos falsificados em nome de Marco Aurélio Souza. No imóvel os investigadores encontraram um revólver calibre 38 com munições.

Quando seguiam para o endereço em Santa Luzia, o autor acabou confessando que na casa em Santa Luzia os policiais encontrariam uma grande quantidade de drogas. Na residência no Bairro Duquesa II, a Polícia Civil encontrou em um dos cômodos uma pistola .40, munições e os cerca de 500 tabletes de maconha e a cocaína. O imóvel, segundo o delegado, estava vazio e vinha sendo usado pelo suspeito para armazenar drogas, armas e munições. “O suspeito não informou a procedência da droga. Ele afirmou apenas que ela seria revendida no carnaval”, contou o delegado.

DESOBEDIÊNCIA


Nos levantamentos sobre o homicídio de Jajá, os investigadores descobriram que a vítima atuava como gerente das bocas de fumo de Marco Aurélio e teria sido morto por ter desobedecido uma ordem do patrão. Segundo Rodrigues, como forma de reafirmar seu comando na região, Silva assassinou Jajá com tiros na cabeça. Após chegar ao autor, a Polícia Civil representou na Justiça um pedido de mandado de prisão contra o traficante. Apesar de ser apontado como criminoso bastante perigoso, contra Marco Aurélio havia registro de prisão apenas por tentativa de furto e por dirigir sem habilitação.

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